Igrejas Terça, 9 de Fevereiro de 2010  
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Freguesia de Conceição de Tavira

Freguesia de Luz de Tavira

Freguesia de Santo Estêvão

Freguesia de Cachopo

Freguesia de Cabanas

Freguesia de Santa Luzia

Freguesia de Santa Catarina da Fonte do Bispo

Cidade de Tavira - Freguesias de Santiago e Santa Maria


Freguesia de Conceição de Tavira

Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição

Esta igreja foi iniciada no primeiro quartel do século XVI na sequência da criação da freguesia de Nossa Senhora da Conceição. O seu padroado pertencia à Ordem de Santiago, tendo sido erguida à custa das esmolas dos moradores do lugar.

Apresenta um admirável pórtico principal quinhentista composto por um arco quebrado com cinco arquivoltas e inscrito num alfiz, sendo a última arquivolta decorada com interessantes representações tardo-góticas de ramos, folhagem, flores, carrancas, dragões mordentes, etc. O  interior compõe-se de três naves de apenas três tramos, destacando-se os capitéis e as bases das colunas decorados dentro da linguagem clássica, renascentista, que fez escola em Tavira no âmbito da actividade do célebre mestre pedreiro André Pilarte. A capela-mor é coberta por uma abóbada de aresta quinhentista, cujo fecho ostenta o símbolo da Ordem de Santiago.

O templo recebeu obras em meados do século XVIII, ganhando então o frontão barroco que anima a fachada principal, enquadrando, por sua vez, o dinâmico brasão da Ordem de Santiago, modelado com formas barrocas em massa.


Freguesia de Luz de Tavira

Igreja Matriz de Nossa Senhora da Luz

A construção desta igreja surge na sequência da elevação da Luz de Tavira a sede de freguesia nas primeiras décadas do século XVI, tendo a obra sido custeada pelas esmolas dos moradores do lugar, entre os quais se contavam muitos fidalgos.

As obras do edifício, iniciadas em estilo manuelino, arrastaram-se por várias décadas, sendo a última intervenção a feitura do pórtico principal, já na década de 1570, por um mestre pedreiro algarvio convertido ao formulário maneirista. O templo adquire notoriedade por ser o único exemplar algarvio quinhentista de igreja-salão (ou hallenkirchen).

 Apresenta uma planta longitudinal com três naves ao mesmo nível, de quatro tramos e capela-mor. Para além do pórtico principal maneirista ou do engenhoso sistema de abobadamento das naves, destaca-se o portal lateral Sul, o qual adopta o formulário manuelino, sendo um dos mais interessantes na região algarvia. É atribuível, tal como a igreja, a André Pilarte, mestre pedreiro que fez a sua aprendizagem no Mosteiro dos Jerónimos em Lisboa.

O interior conserva um interessante acervo composto por obras de pintura, escultura e talha dos séculos XVI, XVII e XVIII.


Ermida de Nossa Senhora do Livramento
(situa-se a 3Km da Luz de Tavira)

Foi erguida em 1708 segundo a lápide inscrita na fachada principal, a mando do Padre Manuel Viegas Leal. As Memórias Paroquiais de 1758 situam-na em terreno pertencente a uma quinta chamada Ângela Clara, morgado do influente Reverendo Doutor Henrique Nunes Leal da Gama Ataíde, sobrinho do referido Padre Manuel Leal e Comissário do Santo Ofício. Trata-se de um templo de pequenas dimensões, com uma nave coberta por abóbada de berço e capela-mor pouco profunda. A fachada apresenta um pórtico introduzido no século XIX, sendo rematada por um frontão curvo ladeado por dois campanários.

É de destacar o retábulo principal, por ser o único exemplar barroco em mármore do Algarve, iniciado em meados do século XVIII, por encomenda do Padre Henrique Gama de Ataíde a Diogo Tavares de Ataíde, o mais célebre mestre canteiro deste tempo.






Freguesia de Santo Estêvão

Igreja matriz de Santo Estêvão

A igreja teve origem numa pequena ermida tardo-medieval dependente da freguesia de São Tiago de Tavira. Data do século XVI a elevação da povoação de Santo Estêvão a sede de freguesia, funcionando o templo como pólo aglutinador de uma população essencialmente dispersa. A igreja recebeu obras importantes, no século XVIII, que alteraram o seu aspecto original. A reconstrução principiou, em 1707, por ordem do Bispo D. António Pereira da Silva, tendo parado após a sua morte. Já no século XIX foi remodelada a fachada principal, provavelmente, em 1846, e o portal principal foi reconstruído em 1903.

No interior, a igreja é composta por nave única, com quatro capelas laterais e capela-mor comunicando com a sacristia pelo lado da Epístola. O retábulo principal, cujo risco se atribui ao arquitecto italiano Francisco Xavier Fabri, prolonga-se através de uma pintura mural dando-lhe o aspecto de um retábulo fingido.

   

Freguesia de Cachopo

Igreja Matriz de Santo Estêvão (Cachopo)

A primeira notícia sobre esta igreja chega-nos através da acta da visitação efectuada em 1535 pela Ordem de Santiago, a quem pertencia o padroado do templo. Nesse ano a Irmida de Santo Estêvão do Vale de Cachopo é descrita como hua casa de hua so nave com sua osya e as paredes de pedra e barro... O templo foi construído à custa dos moradores e o capelão era da apresentação do Bispo do Algarve.

O templo sofre grandes alterações já no século XX, por volta dos anos 50, numa campanha de obras que apagou a sua primitiva estrutura arquitectónica construindo, no seu lugar, o edifício que hoje se mantém. Foi este submetido a obras de remodelação e restauro durante os anos de 2006 e 2007, sendo reaberto a 15 de Agosto deste último ano, com uma cerimónia presidida pelo Bispo do Algarve D. Manuel Neto Quintas.



Freguesia de Cabanas

Capela da Nossa Senhora do Mar

Foi inaugurada em 1994, sendo aí venerada uma imagem da padroeira, custeada pela população local. Volvidos catorze anos, o templo foi integralmente reconstruído e ampliado com linhas marcadamente contemporâneas, segundo um projecto da arquitecta Teresa Correia. Recebeu a bênção solene do Bispo do Algarve, D. Manuel Neto Quintas, a 24 de Junho de 2008.









Freguesia de Santa Luzia

Igreja Matriz de Santa Luzia

Reconstruída em meados do século XX sobre a antiga ermida quinhentista e segundo um projecto do Arq. Manuel Gomes da Costa, um dos nomes mais proeminentes da arquitectura modernista algarvia. Foi inaugurada em 1958, distinguindo-se como obra modelar da arquitectura religiosa contemporânea no concelho de Tavira, marcada por composição característica do movimento moderno pós-guerra.



Freguesia de Santa Catarina da Fonte do Bispo

Igreja Matriz de Santa Catarina da Fonte do Bispo

Foi iniciada durante a primeira metade do século XVI na sequência da elevação do sítio da Fonte do Bispo a sede de freguesia. No exterior da capela-mor subsistem dois contrafortes cilíndricos coroados por coruchéus cónicos idênticos aos de vários templos tardo-góticos do Alentejo. O interior segue um esquema idêntico ao aplicado pelo mestre pedreiro André Pilarte na Misericórdia de Tavira, consistindo num templo de planta longitudinal com três naves e quatro tramos delimitados por arcos assentes sobre colunas renascentistas. Na capela-mor vislumbram-se formas do estilo manuelino nas molduras dos vãos e na abóbada polinervada. Na fachada principal destaca-se o pórtico, de recorte e composição idênticos ao do portal lateral da Misericórdia de Tavira. A sua decoração está sobretudo relacionada com Santa Catarina e com a gramática decorativa renascentista. O remate da fachada principal, com dinâmicas formas barrocas, denuncia a ocorrência de obras no templo durante o século XVIII.









Cidade de Tavira - Freguesias de Santiago e Santa Maria


Igreja da Misericórdia

Considerada a mais notável construção renascentista do Algarve. É da autoria do mestre pedreiro André Pilarte, que a edificou entre 1541 e 1551, depois de ter laborado na edificação do Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa.

O seu domínio da linguagem renascentista está bem patente na composição e decoração do pórtico principal, em arco de volta perfeita, prodigamente decorado pela gramática procedente de gravados italianos. Este é rematado por um admirável conjunto escultórico que integra a imagem de Nossa Senhora da Misericórdia, ao centro, ladeada pelas figuras de São Pedro e São Paulo e pelas armas do reino e da cidade. Também se observa no templo uma nova consciência espacial revelada no interior de três naves de quatro tramos, evidenciando uma atitude - não plenamente concretizada - de unificação do espaço à maneira das igrejas-salão do seu tempo, sendo de destacar a decoração renascentista dos capitéis.

Do período Barroco encontramos o magnífico retábulo principal, datado de 1722, da autoria de um afamado mestre entalhador tavirense, Manuel Abreu do Ó.

De 1760 datam os 18 painéis de azulejos figurativos azuis e brancos, colocados nas paredes interiores deste templo, executados na oficina de um mestre lisboeta. Representam as obras de misericórdia espirituais e corporais e passos da vida de Cristo, faltando hoje alguns trechos.

No que respeita à pintura há a assinalar o conjunto de bandeiras processionais datadas do século XVII e a pintura setecentista de Nossa Senhora da Conceição, colocada na nave (lado do Evangelho), recentemente atribuída ao italiano Giovanni Odazzi (1663-1731). 

Igreja Matriz de Santa Maria do Castelo

Edificada no século XIII sobre a antiga mesquita do tempo da ocupação muçulmana, é um templo de três naves de alturas diferenciadas que conserva ainda vestígios góticos. A igreja ficou arruinada pelo terramoto de 1755, tendo sido reconstruída por intermédio do Bispo do Algarve, D. Francisco Gomes do Avelar, segundo um projecto neoclassicista do arquitecto italiano Francisco Xavier Fabri. O grande mérito da intervenção foi a articulação harmoniosa entre o projecto moderno de sabor classicista com o que restava da primitiva igreja, resultando numa assumida e peculiar igreja ecléctica. O arquitecto reconstruiu o templo com três naves e quatro tramos. A cabeceira e algumas capelas laterais foram reaproveitadas, constituindo importantes testemunhos do primitivo templo. Também o antigo portal gótico se manteve, integrando-se na nova lógica neoclássica da fachada principal.

Do século XVI sobrevive a capela lateral do Senhor dos Passos, construída na década de 20, sendo coberta por uma abóbada polinervada, de grande efeito arquitectónico e decorativo, constituindo um bom exemplo de interpretação local do estilo manuelino.

Aqui foram armados cavaleiros os filhos de D. João I, após a triunfante conquista de Ceuta, em 1415. É de assinalar também a presença, na capela-mor, de duas inscrições lapidares correspondentes aos túmulos dos heróis e mártires celebrizados no episódio da conquista de Tavira aos mouros. No interior da igreja, para além de alguns retábulos em talha do período barroco e rococó, destacam-se os diversos exemplares de azulejaria, de pintura e de imaginária religiosa.

Capela de Nossa Senhora da Consolação

Templo singelo de uma só nave e fachada desornamentada, erguido na primeira metade do século XVII diante da antiga cadeia da cidade. Segundo afirma a tradição, era a capela onde os condenados passavam as suas últimas horas. Possui um valioso retábulo seiscentista com pinturas de temática mariana atribuídas ao pintor tavirense João Rodrigues Andino.

     












Igreja de São José do Hospital

Com origem no século XV, este templo pertencente ao antigo Hospital Real do Espírito Santo foi reconstruído a partir de 1752, juntamente com as instalações hospitalares, por deliberação do monarca D. João V e sob a responsabilidade do mestre canteiro farense Diogo Tavares de Ataíde. A igreja apresenta como particularidade a planta octogonal de lados desiguais, conferindo um certo dinamismo barroco aos alçados interiores do templo. Por conseguinte, este integra-se numa tipologia, rara no Algarve, que tem como modelo, entre outras, a igreja lisboeta do Menino Deus (1712).

O terramoto de 1755 viria a afectar o processo de reconstrução, motivando o seu arrastamento até ao ano de 1768, segundo a data inscrita na fachada do templo. Do primitivo templo resta uma capela lateral tardo-medieval, coberta por uma abóbada polinervada decorada com as armas dos Melos e dos Costas.

No que respeita à ornamentação interior, destaca-se o retábulo da capela-mor (exemplar de pintura em "trompe l' oeil") e os quatro retábulos colocados na nave da igreja: dois colaterais do período rococó e dois laterais, já neoclássicos.

Igreja e Antigo Convento de São Francisco

As origens deste antigo convento remontam aos finais do século XIII ou inícios do século XIV, tendo pertencido à Ordem dos Templários até 1312. Quando esta ordem foi extinta, D. Dinis doou as instalações à Ordem de São Francisco. Actualmente é um edifício complexo, fruto das intervenções que sofreu ao longo da sua história. Foi alvo de várias destruições: em 1755, pelo terramoto; em 1843, por um desabamento; e em 1881, por um incêndio. Conserva ainda interessantes vestígios medievais e um antigo cemitério. Destaca-se a actual sacristia, com sua abóbada sextapartida por nervuras saídas de um único fecho e assentes em capitéis góticos com decoração vegetalista, reflectindo a influência da arte da Batalha (séc. XV). No jardim camarário anexo ao templo conservam-se também duas capelas góticas que pertenceriam ao antigo claustro, sendo de destacar a cobertura em abóbada de cruzaria de ogivas assente em capitéis decorados com motivos vegetalistas.

     


Antigo Convento de Nossa Senhora da Graça

Fundado, em 1542, no local da antiga judiaria da cidade de Tavira, este convento foi somente iniciado a partir de 1569. As obras arrastaram-se por muitos anos, encontrando-se o estaleiro activo ainda em 1598. Do programa arquitectónico projectado e iniciado no século XVI pouco chegou aos nossos dias, fruto de transformações posteriores. É certo, porém, que foi uma das obras pioneiras do sóbrio e desornamentado "Estilo Chão" no Algarve, simbolizando na região a passagem a uma outra época construtiva.           

Na década de quarenta do século XVIII resolveram os religiosos do convento realizar obras no seu claustro, que possivelmente ameaçava ruína. Diogo Tavares de Ataíde, o mais famoso arquitecto algarvio do século XVIII, estudou a obra a realizar e deu início aos trabalhos em 1749. Na sequência destas obras restaurou-se o claustro antigo do convento, mantendo-se a sua aparência quinhentista no primeiro piso, formado por arcadas clássicas com colunas toscanas sobre pedestal. Dez anos volvidos os frades lançam nova campanha de obras no edifício, desta vez para a construção de um novo dormitório, ao qual corresponde a grande fachada barroca do edifício. No processo construtivo voltou a intervir Diogo Tavares de Ataíde, materializando um projecto adquirido em Lisboa pelos frades gracianos.

Com a extinção das ordens religiosas em 1834, o convento foi entregue ao Exército, passando a funcionar como quartel. Mais recentemente, o edifício foi adquirido pela Câmara Municipal e cedido à ENATUR - Rede de Pousadas de Portugal. Como forma de conservação do património histórico da região e criação de mais uma unidade hoteleira de qualidade, nasceu a 24 de Junho de 2006, a Pousada Convento da Graça.    


Antigo Convento de Nossa Senhora da Piedade ou das Bernardas

Foi fundado, em 1509, pelo rei D. Manuel I, em acção de graças pelo levantamento do cerco que os mouros tinham imposto a Arzila, antiga possessão portuguesa no Norte de África. A sua construção prolongou-se até 1528 dentro do estilo manuelino. Inicialmente destinado a freiras clarissas, foi entregue por D. João III ao Bispo de Silves, D. Fernando Coutinho, em 1530. Este implantou nele a regra de São Bento segundo a observância de Cister.

Tinha planta quadrada, possuía dois claustros e uma grande igreja dedicada a Nossa Senhora da Piedade.

Com a extinção das ordens religiosas, o edifício, por ser o maior convento do Algarve, recolheu as freiras de Lagos, Loulé e Faro. Depois de extinto, em 1862, data da morte da última freira, foi vendido em hasta pública, tendo sido adaptado a fábrica de moagem, o que o descaracterizou completamente. Do seu perfil monumental destaca-se a porta principal da antiga  igreja, em estilo manuelino.


Igreja do Antigo Convento de Santo António dos Capuchos

O convento começou a ser construído, em 1612, para os frades capuchos, junto à antiga e desaparecida ermida da Esperança. A igreja então erguida possui uma planta rectangular simples e exemplar da arquitectura "chã" seiscentista. A fachada principal foi remodelada durante a segunda metade do século XVIII, reconstruindo-se o frontão e a janela que encima a galilé. Possui obras de interesse no seu interior, nomeadamente, um notável conjunto escultórico setecentista, em barro, representando cenas da vida de Santo António. Pertencente ao antigo convento, destaca-se o claustro, de grande sobriedade, com três arcos por banda assentes em pilares de secção quadrada.










Ermida de São Sebastião

Pequeno templo reconstruído, em 1745, de planta longitudinal composta pelos rectângulos da nave, capela-mor e sacristia. Era administrado pela confraria de São Sebastião, cujos membros pertenciam à Câmara de Tavira. O interior apresenta uma interessante ornamentação composta de madeira pintada em "trompe l´oeil", revestindo as paredes e emoldurando um conjunto de dezasseis pinturas sobre tela, do século XVIII, evocando a vida da Virgem Maria e do mártir São Sebastião.



Igreja de Nossa Senhora das Ondas

Remonta à primeira metade do século XVI, tendo sido mandada construir pela Corporação do Corpo Santo, vulgarmente designada por Compromisso Marítimo. Diogo Tavares de Ataíde, o mais prestigiado mestre canteiro algarvio do século XVIII, dirigiu a reconstrução do templo ocorrida, em 1756, após o terramoto. Nesta campanha reaproveitou-se a antiga capela-mor quinhentista na qual se salienta o arco triunfal, com uma interessante decoração do período renascentista. Data de 1764, a notável pintura dos tectos em madeira da capela-mor e da nave, uma das mais expressivas manifestações pictóricas do rococó algarvio, de autoria do pintor Luís Pereira.







Antigo Convento e Igreja de São Paulo ou Nossa Senhora da Ajuda

O antigo convento de frades eremitas de São Paulo foi fundado, em 1606. A sua igreja foi erguida dentro dos valores do "estilo chão" e apresenta uma planta de cruz latina, composta pelos volumes da capela-mor, transepto e nave única. Após a extinção das ordens religiosas, o convento foi vendido em hasta pública e o templo entregue à confraria de Nossa Senhora da Ajuda. O interior contém um interessante acervo de pintura, talha e imaginária religiosa dos séculos XVI, XVII e XVIII, em parte proveniente de outros templos da cidade e conventos extintos. Destaca-se o retábulo de Nossa Senhora do Carmo, mandado fazer, em 1730, pela Ordem terceira do Carmo ao entalhador Gaspar Martins.




Ermida de Santa Ana

Um dos templos mais antigos de Tavira, de origem medieval. O seu padroado pertenceu à Ordem de Santiago. Recebeu obras durante a primeira metade do século XVIII, tendo sido posteriormente adaptada a capela do Palácio do Governador e Capitão-General do Algarve depois deste se transferir para Tavira, a partir de 1756.

     







Ermida de São Brás

Antigamente situado fora da cidade, este pequeno templo de origem medieval era administrado pela confraria de São Brás. A ermida possui uma só nave e capela-mor, tendo em anexo a casa do ermitão. Uma grande campanha de obras ocorrida na segunda metade do século XVIII atribuiu-lhe novas formas, especialmente, na fachada principal, destacando-se o portal e janelão com expressivas molduras em cantaria do período rococó.



Antigo Convento Carmelita e Igreja da Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo

O ano de 1747 marca o início da construção da igreja da Ordem Terceira do Carmo em terreno junto ao recém-fundado convento carmelita de Tavira. Neste ano, quando o convento já se encontrava em construção, foi delimitado o local da igreja da Ordem Terceira. As obras prolongaram-se por muitos anos, até 1789, adoptando uma planta de cruz latina, tipologia pouco frequente na região. A ornamentação interior de algumas capelas começou na década de setenta, no entanto, na capela-mor, a mais extraordinária manifestação do Rococó no Algarve, a talha só começou a ser feita, em 1780, e dourada, em 1784. Merece especial referência a pintura em perspectiva ilusionista do tecto da capela-mor, de provável autoria de José Ferreira da Rocha, com representação de uma Nossa Senhora do Carmo a entregar o escapulário a São Simão Stock.

Apesar da generosidade dos irmãos terceiros para com o convento carmelita que se edificava junto à sua igreja, a construção daquele arrastou-se por vários anos. Somente, em 1792, foi concluída a fachada do templo conventual, conforme a data inscrita sobre o portal principal. Aquando da extinção das ordens religiosas as obras não estavam concluídas e deste modo parte das instalações conventuais foram adaptadas a cemitério da Ordem Terceira.   




Igreja Matriz de Santiago

As suas origens remontam à segunda metade do século XIII. O Rei D. Afonso III doou, em 1270, o padroado desta igreja ao Bispo e ao Cabido de Silves. Foi reconstruída, no século XVIII, na sequência do terramoto de 1755. O interior apresenta vários retábulos em talha, imagens e pinturas sacras, algumas provenientes de outros templos da cidade.


 

   Última actualização: 2009-07-17 14:39:57   Topo
 
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